Domingo, 3 de Julho de 2011

então, até um destes dias (carta de despedida)

espinho,

esta não é a primeira vez que me despeço de ti. é a segunda. da primeira vez foi só um até já. desta vez... logo se vê.

vou sentir falta da tua cor nas manhãs de sol, de descer a rua até à esplanada, das fachadas que me acendem a imaginação, de me cruzar facilmente com amigos, conhecidos e com pessoas cujo nome desconheço mas cuja cara me é muito familiar.

talvez não seja apropriado para a despedida mas, quero que saibas que te guardo mágoa. deixaste-te ir, descuidaste-te e perdeste encanto e beleza. ainda estás por cumprir. há demasiado tempo que estás por cumprir. e isso é tão irritante.

no entanto, vou adorar visitar-te. assim como uma visita à família que mora longe. uma visita em que os pequenos dramas não têm tempo sequer para entrar na conversa.

bem, quem cá fica que se preocupe contigo e com o teu futuro. "para lá do Marão mandam os que lá estão" o que quer dizer que deixa de fazer sentido para mim a indignação sobre o escândalo das taxas de recolha de RSU ou sobre outro tópico político-administrativo-burocrático qualquer.

desejo-te o melhor. vê se encontras um rumo.
então, até um destes dias.

FIM DO BLOG

Domingo, 29 de Maio de 2011

do saneamento de espinho (parte I)

caros espinhenses,

No dia 14 de Dezembro de 2010 o Vice Presidente da Câmara, em reunião de Câmara, apresentou a proposta nº 10/2010, do teor seguinte:

“De acordo com a Lei das Finanças Locais em vigor e dando coerência a uma correcta política de gestão de recursos financeiros, as tarifas, a fixar pelos municípios, relativas aos serviços prestados e aos bens fornecidos, não devem ser inferiores aos custos directa e indirectamente suportados pela entidade com os fornecimentos e prestações de serviços. Assim, considerando que compete à Câmara, nos termos da alínea j) do nº. 1 do artigo 64º. Do Decreto – Lei 169 / 99 de 18 de Setembro, com a alteração introduzida pela Lei nº. 5-A / 2002 de 11 de Janeiro, fixar as tarifas e preços da prestação de serviços municipais ao público; PROPONHO: A actualização do tarifário relativo ao fornecimento de serviços de Água, Saneamento e Resíduos Sólidos Urbanos para o ano 2011”. A Câmara tomou conhecimento e deliberou, por maioria com 4 votos a favor dos senhores Vereadores do PSD e 3 votos contra dos senhores Vereadores do PS, aprovar a referida proposta.
Os Vereadores do PS votaram contra por entenderem que a recuperação das tarifas degradadas deveria ser feita de forma gradual ao longo dos anos."

(acta nº 29 de 2010 das reuniões de câmara)


No dia 22 de Dezembro de 2010 a deputada Liliana Seixas (PS) afirmou em Assembleia Municipal que considerava "exorbitantes os aumentos propostos para a água e com o saneamento, penalizando os pequenos e médios consumidores".

O Vice-Presidente da Câmara retorquiu que "apesar das actualizações propostas no orçamento, a Câmara iria ter em 2011 uma variação negativa nessas rubricas de mais de 1.359.000 de euros".

(acta nº 16 de 2010 da assembleia municipal)

Quarta-feira, 11 de Maio de 2011

amo-te espinho

sim, espinho. não sabias? eu amo-te bué.

deve ser por isso que ainda cá vivo.
e deve ser por isso que pago mais pela Recolha de Resíduos Sólidos Urbanos do que quem vive em Gaia e na Feira e, mesmo assim, estou disponível para no dia 14 de Maio ir apanhar o lixo das praias da cidade. porque o que nós pagamos só dá para limpar uma das praias. é que os nossos 21 km2 dão muito trabalho. mais do que os 168 de Gaia e mais do que os 213 da Feira.
é.
eu amo-te bués espinho. às vezes chateias-me e irritas-me... faz parte, não é?

(estou a seguir o grupo no facebook.
muito boa onda! vão lá também!!)

Quinta-feira, 5 de Maio de 2011

parem lá com isso se faz favor. mesmo.

em 2009 o autor do blog "mais e melhor espinho" falou deste assunto e, na altura, como não estava a sentir esse aumento...


agora sim!! o que raio é isto?

na conta da água é cobrado:

tarifa variável pelo consumo de água. Os preços variam em função de escalões de consumo.
tarifa fixa de disponibilidade. O valor é constante: 1,58€

isto é só pela entrada da água em casa. na mesma conta é nos cobrado isto:
tarifa variável respeitante à Remoção e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos. Os preços variam em função de escalões de consumo de água.
tarifa de disponibilidade de saneamento: 0,97€
tarifa de utilização do sistema: 1,48€

Assim, sem sequer abrir a torneira já estamos a pagar 4.03€

Está bem.

Depois vamos comparar preços das tais taxas variáveis do abastecimento de água e de saneamento com os nossos vizinhos:


bem, espinho só tem 21 km quadrados! Gaia tem 168 km quadrados. E a Feira tem 213!!
Então estes preços não se justificam porque não há a necessidade de percorrer distâncias enormes, nem de limpar grandes pedaços de terra.

Temos também menos habitantes, logo produzimos menos resíduos (digo eu... não é uma afirmação fundamentada em nada, só em senso comum que pode perfeitamente estar errada. espero que não.)

Porque raio é que em Espinho se paga tanto de saneamento? Eu não quero isto!!!

Se eu gastar 22 metros cúbicos de água por mês, porque moram 5 pessoas em minha casa, por cada metro cúbico de água eu pago 3,65€?? Se morasse na Feira, o metro cúbico custaria 2,72€ e em Gaia 2,80€. Quase menos 1 euro! Nos dias que correm... 1 euro é uma fortuna! E na conta final seriam 22 euros!

Lembram-se que 24% dos espinhenses estão desempregados?

Caro Sr. Presidente,


Venho pelo presente solicitar-lhe a redução dos preços praticados para a Remoção e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos.


Quando comparados com os concelhos vizinhos são absurdamente elevados e, creio que é injustificado. Em nome da nossa saúde e da nossa permanência na cidade, veja lá isto.


Por favor. Pá!



tarifários de gaia (notem que em gaia existem uma diferenciação positiva para famílias numerosas. cá não deve haver famílias numerosas.)


tarifários da feira


tarifário da água de espinho


tarifário do saneamento de espinho

Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

oh mãe!!! olha o "nosso café" nas notícias!

e pronto, somos o concelho do país com maior taxa de desemprego. mais do dobro da média nacional. e deu-nos direito a que o telejornal fosse transmitido a partir daqui.

pá, correndo o risco de me repetir outra vez... como aqui ou aqui...

o que nos faz falta são empreendedores. mais empreendedores. novos negócios. sustentáveis, com futuro. e apoio aos empreendedores. como este:
http://www.factoryworkstyle.com/

"Espaços de Trabalho – as soluções ideais para os profissionais liberais e para as nano, mini e micro empresas. Um local onde se criam sinergias fundamentais para a inovação colaborativa. Acreditamos no poder do networking!"

missão da factory:
Proporcionar ambientes de trabalho inovadores a pessoas e empresas, que induzam criatividade e produtividade nos seus negócios, contribuindo, assim, para o seu elevado desempenho.

e a face? que tal usar a face? não é preciso mais betão... isso já cá temos muito.
e deixem-me que vos diga: espinho visto de cima está bem bonito!

Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

ideias


perguntar as cidadãos como é que eles querem melhorar a sua cidade
a participação pública funciona melhor quando os responsáveis por executar a mudança estão conectados com aqueles que sabem o que é preciso fazer. vamos fazer com que seja fácil para eles falarem uns com os outros.


brilhante!

Quinta-feira, 21 de Abril de 2011

LIBERTA ESPAÇOS, CRIA ALTERNATIVAS! DEVOLVE À COMUNIDADE OS ESPAÇOS PÚBLICOS DEVOLUTOS!

http://escoladafontinha.blogspot.com/

Constituição da República Portuguesa

Artigo 52.º
3. É conferido a todos, pessoalmente ou através de associações de defesa dos interesses em causa, o direito de acção popular nos casos e termos previstos na lei, incluindo o direito de requerer para o lesado ou lesados a correspondente indemnização, nomeadamente para:
b) Assegurar a defesa dos bens do Estado, das regiões autónomas e das autarquias locais.

Artigo 78.º
1. Todos têm direito à fruição e criação cultural, bem como o dever de preservar, defender e valorizar o património cultural.
b) Apoiar as iniciativas que estimulem a criação individual e colectiva, nas suas múltiplas formas e expressões, e uma maior circulação das obras e dos bens culturais de qualidade;
c) Promover a salvaguarda e a valorização do património cultural, tornando-o elemento vivificador da identidade cultural comum;

Artigo 85.º

3. São apoiadas pelo Estado as experiências viáveis de autogestão.

Decreto-Lei n.º 280/2007 de 7 de Agosto

SUBSECÇÃO I
Uso comum

Artigo 25.º Uso comum ordinário
1. Os bens do domínio público podem ser fruídos por todos mediante condições de acesso e de uso não arbitrárias ou discriminatórias, salvo quando da sua natureza resulte o contrário.
2. O uso comum ordinário dos imóveis do domínio público é gratuito, salvo disposição em contrário nos casos em que o aproveitamento seja divisível e proporcione vantagem especial.

Terça-feira, 29 de Março de 2011

divulgação de iniciativa

Acontece hoje às 21h no Multimeios o 1º Encontro Concelhio com os Empresários.

Este Encontro tem como objectivo criar uma plataforma de diálogo entre as instituições públicas, privadas e a sociedade civil que promova a conjugação de esforços e recursos com vista à erradicação ou atenuação da pobreza no concelho de Espinho e fomento à promoção de emprego e de dinâmicas empresariais.

Pretende-se, assim, concretizar um levantamento das principais problemáticas com que os empresários se defrontam, bem como das suas potencialidades e realizar um levantamento das sugestões de projectos que representem uma mais-valia para o desenvolvimento económico do concelho.


Sendo que as actividades económicas dominantes na cidade são o comércio e os serviços,espero que se fale bastante:
- da quantidade de negócios que abrem e fecham portas rapidamente;
- do abandono urbanístico e das consequências na paisagem urbana que tal realidade gera;
- dos valores exorbitantes que são praticados pelos proprietários para o arrendamento dos espaços comerciais;
- da ausência de uma associação comercial que dinamize, oriente, guie, forme os empresários da cidade.

Espero que surjam boas ideias e que uma delas seja a criação de um concelho local de empresários que trimestralmente possa implementar, acompanhar e gerir projectos e pequenas iniciativas de dinamização de Espinho como centro económico.

até logo.

Quinta-feira, 24 de Março de 2011

o primeiro ministro demitiu-se

e os partidos à esquerda pedem uma mudança de política
e os partidos da direita apresentam-se juntos para nos governar

Há uns dias atrás alguém dizia que "a política contemporânea é predominantemente televisiva" e já não há paciência para a quantidade de comentadores profissionais que esmiúçam, dividem em partes muito pequenas, reduzem a fragmentos, examinam e explicam minuciosamente as acções e palavras dos políticos.

BASTA!

Eu já não quero mais isto!

(quem ainda acredita em conceitos como "mercados", "rating" "crescimento", "investimento", "empreendedorismo", "geração de riqueza através da inovação", na "democracia" como ela nos é apresentada hoje pode ir embora. sem ressentimentos. a partir daqui, tudo o que vai ler destrói as suas crenças e poderá sentir extremo desconforto. por isso, adeus e até um destes dias.)

E cá vai:
Eu não quero uma mudança de política ou um governo diferente!
Eu não quero ouvir estes comentadores que dizem que é inevitável a alternância entre PS e PSD. E que agora é a vez dos segundos.

Eu quero uma nova forma de organização social!

Um país descentralizado, onde a região onde eu vivo é autónoma e "tem poder sobre o seu destino"

Um sistema democrático onde o meu voto conta. Porque quando eu voto em branco a lei permite que me ignorem. Porque o meu voto em branco reflecte o meu descontentamento com aqueles que me querem representar e eu quero poder dizer-lhes que eles não servem.

Um país onde os 9 milhões de votantes vão às urnas porque se sentem representados. Onde não existe mais 50% de abstenção porque isso não faz sentido em democracia.

Um país que garante saúde, educação de qualidade. Onde eu posso contribuir com impostos que são gastos na minha região, na minha cidade e eu sinto os benefícios directamente.

Um país onde quem quer acumular riqueza, quando o que é preciso é distribuir riqueza, deve pagar mais impostos que todos os outros.

Onde não existe emprego para toda a vida para toda a gente e isso é excelente. Porque dá liberdade às pessoas e bem mais alternativas.

E pronto... já está longo o post... e eu não sei as respostas todas.

Sei que a dívida pública portuguesa e os juros da dívida são tão altos, têm tantos zeros que os nossos credores podem esperar um bocadinho que nós nos organizemos antes de lhes poder pagar. eles sabem onde estamos. eles que esperem. o que é o pior que pode acontecer?***

esta é uma oportunidade para tentar algo novo. fazer sempre a mesma coisa à espera de resultados diferentes é uma loucura. por que não tentar?




***
não há alternativas fáceis para o povo trabalhador nos países periféricos da Eurozona. O dilema enfrentado por estes países é implacável. Eles poderiam aquiescer à austeridade, permanecendo dentro da Eurozona e suportando a recessão, ou estagnação, durante um futuro indefinido. Alternativamente, eles poderiam optar pelo incumprimento conduzido pelo devedor acompanhado pela saída da Eurozona. A última opção poderia assinalar uma transformação radical da economia e da sociedade, mudando o equilíbrio de poder contra o capital. A luta distribucional sobre quem arcaria com os custos da crise continuaria, mas teriam sido criadas condições mais favoráveis para combater por uma solução progressista no interesse da maioria.

Sábado, 12 de Fevereiro de 2011

este é um post de promoção publicitária mas ninguém me pediu ou pagou para isso.

"se ainda és daqueles que continua a achar que em espinho só há peixe e pescadores enganas-te."

http://www.backdoor.com.pt/mag/

Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

ontem votei em branco

o meu voto esteve nos 191.167 votos em branco que foram contabilizados nas eleições presidenciais.

foi mesmo por um triz que não fiz parte da maioria (53%) que nem se deu ao trabalho de ir à mesa de voto. estava frio e eu estava era mesmo bem em casa.

"quando a escolha é entre uma diarreia e uma prisão de ventre, não interessa se tens ou não o poder de escolha. e não escolher, não é em si uma escolha? num domingo frio como hoje, prefiro ficar em casa e deixar os iluminados decidirem o meu destino. gosto do factor surpresa..."

retirei isto de um comentário no facebook. identifico-me completamente. tivesse eu lido isto antes de sair... tinha voltado a sentar-me no quentinho do meu sofá.

já não há paciência! vamos passar para a fase seguinte?

fazemos assim: cada um acede ao portal do cidadão com a sua palavra passe e o seu nome de utilizador e decide / vota / dá opinião sobre as questões nacionais directamente. sem intermediários. sem falsos representantes. estes representantes não me representam. representam-se a si e aos deles. a mim não.

é uma boa ideia, não é? pois, eu sei.

Domingo, 5 de Dezembro de 2010

comércio, outra vez

lojas e mais lojas fechadas:
casas com décadas de porta aberta acabam por desistir.
novos projectos não conseguem aguentar mais de uns meses e também fecham portas.
menos e menos pessoas.

as minhas sugestões para inverter esta descrição são duas:

1 - horário de funcionamento.

com o horário de escritório que as lojas da cidade têm (9h-12h30 / 14-19h mais meia hora menos meia hora) perdem-se clientes.

em 2001 cerca de 50% da população de espinho trabalhava nos concelhos vizinhos (fonte). quem sai da cidade antes das 9 e chega, na grande parte dos casos, depois das 19h compra noutros concelhos; os outros 50% que trabalhavam no concelho se queriam aproveitar a hora de almoço para fazer compras... não podiam.

como aqueles números ainda vão ser actualizados... ficamos com esta ideia:

as lojas no shopping abrem às 10h, estão abertas à hora de almoço e só fecham às 23h. já para não falar dos domingos: ter pessoas a ver montras com a porta fechada não gera dinheiro na caixa, não é?

senhores comerciantes, que tal repensarem os vossos horários? que tal tornarem flexíveis os horários dos vossos empregados? criarem turnos, por exemplo.
gostariam de não se queixar "que isto está muito mau"??
então, que tal terem a porta aberta quando as pessoas estão na rua? como à hora de almoço, ao final da tarde e ao domingo, por exemplo.
organizem-se e criem formas de se adaptar às pessoas que vivem na cidade e que são os vossos principais clientes!

2 - rendas

verdade absoluta: as coisas valem aquilo que as pessoas estiverem dispostas a pagar por elas, ou seja, as rendas que os proprietários das lojas pedem são elevadíssimos e surreais porque há pessoas dispostas a pagar.

exemplos em espinho: 45 m2 por 1.375€ ; 175 m2 por 2.250€

exemplos no porto: em cedofeita 160 m2 por 800€; bonfim 230 m2 por 750€

engraçado, não é?
nem por isso...

caros proprietários, conseguem perceber que o sucesso dos projectos comerciais que se instalam nas vossas propriedades são fonte de rendimento certo? se vocês são os principais obstáculos aos negócios... as vossas propriedades e os vossos rendimentos são penalizados. Acredito que ter uma loja vazia, por arrendar durante alguns meses, não seja problemático porque os valores que pedem tornam fácil gerir o fluxo de entrada de dinheiro anual. mas, e se esses poucos meses se tornarem em anos?
em última análise, o problema é só vosso. só que influencia-nos a todos:
ruas com lojas vazias deixam de ter pessoas e vida;
a cidade cheia de ruas vazias... torna-se num dormitório suburbano desinteressante e deserto.

(e nem vamos falar dos preços dos apartamentos para arrendar! parece mesmo que, como dizia David Ricardo, the interest of the landlord is always opposed to the interests of every other class in the community...)

alternativa 1:
articulação entre os proprietários de espaços comerciais da cidade e potenciais empreendedores para o envolvimento dos primeiros na definição de planos de negócio vantajosos para ambas as partes: se os empreendedores não tiverem sucesso, as lojas ficam vazias. aqui o poder local poderia constituir o elemento facilitador da relação entre estes dois actores, por exemplo.

alternativa 2:
cobrança de impostos municipais sobre a propriedade que esteja degradada e abandonada! e aqui entra o poder local: se os proprietários forem forçados a manter o bom estado das fachadas e das suas propriedades sob pena de um imposto municipal... o interesse em manter as propriedades arrendadas aumenta.

Domingo, 3 de Outubro de 2010

12 horas de karting em espinho






Enquanto destino turístico podemos inovar de duas formas:
1 - Ou inventamos algo / uma forma de fazer que não existia antes;
2 - Ou vemos o que de interessante se faz à nossa volta e adaptamo-lo à nossa realidade.

Eu considero que esta última forma também é "inovação" porque se antes não havia nada e passa a haver... houve inovação no produto (tipo de evento / acontecimento) que é entregue.

E de facto, as provas de karting em circuito urbano não são uma grande novidade: o ano passado os nossos vizinhos fizeram uma prova de 24 horas.

Isto não invalida que este tenha sido um evento que, a ter continuidade, não possa vir a encher a cidade de aficionados da modalidade, e que trazendo pessoas gerará negócio aos nossos comerciantes, dinamizará a cidade e promoverá Espinho como destino.

Estive em 2001 nas ruas de Santa Maria da Feira no primeiro Imaginarius. Não foi o primeiro festival de teatro de rua do país ou do mundo. Não foi o evento mais bem organizado de sempre nem o mais bem promovido e comunicado. Não se via na altura o mar de gente que se vê hoje. Teve continuidade, cresceu, levou cada vez mais pessoas às ruas da cidade, ganhou uma dimensão na comunicação social cada vez maior... e já lá vão 10 anos. Tornou-se no chamado "evento âncora" que, a par da Feira Medieval que também começou na mesma altura, é um dos principais eventos que leva milhares a Santa Maria da Feira (mas não os únicos).

Por isso ontem fiquei contente.
Vi acontecer o mesmo que em 2001 em Santa Maria da Feira. Apesar do transtorno que é ter de dar uma volta maior para atravessar a estrada, que é ter o trânsito cortado... os espinhenses ficaram curiosos, saíram à rua e passearam numa zona que, sendo habitacional e de serviços, não oferece nenhuma animação... e é assim que começa: devagar.

Para terminar:
É muito importante a autarquia promover este tipo de eventos. Vivemos durante 16 anos numa cidade fechada, com a praia e o fogo de artificio da Nossa Senhora da Ajuda como principais animações da cidade.
É muito importante que os nossos comerciantes tenham as portas abertas para receber os visitantes. Se há alguém que beneficia directamente deste tipo de eventos são os comerciantes, principalmente os da restauração.
É ainda mais importante que os espinhenses sejam hospitaleiros. Somos nós que colorimos os eventos, cada um de nós representa a cidade nas interacções que tem com os visitantes. Não podemos levar-nos demasiado a sério... como disse uma senhora em entrevista ao jornal de notícias:
"Tem alguns inconvenientes, como tudo na vida, mas é por pouco tempo e não é por isso que o mal vem ao mundo", fez notar, desvalorizando as críticas."

Domingo, 27 de Junho de 2010

hoje viver em espinho

é muito mais agradável para quem tem crianças!

faltam-me as fotografias para ilustrar o sucesso que estão a ser os dois parques infantis junto dos pais e crianças mas, para já, fica o testemunho por escrito: está mesmo a ser um sucesso!

o parque infantil em frente ao multimeios e o parque infantil em frente ao café palácio na avenida 8 são extremamente concorridos. talvez porque os locais são agradáveis, talvez porque os equipamentos são divertidos para as crianças mas, há filas no escorrega como eu nunca vi quando era criança.

e sobre o parque infantil da avenida 8 e sobre a utilização do espaço público (tapete de relva) que agora se vê naquele local, o que tenho a dizer é o seguinte:

uau!

recordo-me de uma entrevista ao anterior presidente em que lhe perguntaram como é que se iam desenrolar as obras da parte superior da linha. Na altura, a sua estratégia seria começar por norte, por causa dos acessos ao casino, claro! (este "claro!" é meu, o resto é a minha memória a falar).

a opção deste executivo foi diferente, enquanto residente sinto nós, aqueles que cá moram, foram tidos em consideração na altura de decidir "por onde começamos?" (e se se escolheu começar por ali porque não havia dinheiro para começar por outro lado... bem, estou muito contente com o resultado)

é uma pequena diferença na vida de uma cidade que faz muita diferença, do meu ponto de vista. e as dúvidas sobre o caminho que o novo executivo ia seguir... permanecem mas, o resultado do trabalho e estas que são as evidências públicas com maior visibilidade e impacto são muito positivas.

e só me faltam as fotos. fica para depois... até já.

Sexta-feira, 7 de Maio de 2010

investidor precisa-se

Há quem pague para, em alguns dias, poder viver com uma qualidade de vida que Espinho garante aos seus habitantes sem qualquer esforço dos governantes. Falo da possibilidade de acordar de manhã e atravessar alguns quarteirões de chinelos e de toalha de praia na mão em direcção ao areal. Respirar mar e tranquilidade de manhã em Espinho é impagável. A esplanada não precisa de grandes equipamentos, obras, mobiliário urbano ou o que quer que seja para isso. Basta caminhar e respirar. E há quem tenha de pagar para poder usufruir disto.

Nós que vivemos nesta cidade tomamos demasiado como garantido e somos exigentes. Quer dizer, queixamo-nos. Se calhar, porque nem damos conta da sorte que temos. Se calhar, porque há outras necessidades que as cidades têm que satisfazer: comércio e serviços que satisfaçam as nossas necessidades de consumo, equipamentos culturais que satisfaçam a nossa necessidade de lazer...

E claro está que a necessidade aguça o engenho, como diz o provérbio sabiamente.

E como exigimos, questionamos quem nos parece que deve resolver estes problemas.
A falta de dinamismo de Espinho não resulta única e exclusivamente das opções dos governantes.
A iniciativa privada que impulsionou o crescimento desta praia até se transformar em cidade esmoreceu. E por isso, o comércio tradicional está a definhar. Os edifícios estão devolutos. E a cidade perde pessoas.

E se não há comércio aberto à hora de almoço e à hora a que as pessoas saem dos empregos, os clientes vão ao shopping e às grandes superfícies comprar o que precisam. E, como é óbvio, não estão na rua, não gastam cá dinheiro e as lojas fecham. E se os edifícios estão devolutos à espera de cair para construir mais um prédio, os jovens, os casais vão procurar casa onde seja mais barato. Mesmo quando Espinho é a sua referência, a sua casa.

Por isso, se o poder local fez investimentos em betão sem pensar nas pessoas (e blá blá blá porque já cansa este tópico), a iniciativa privada também esteve a dormir e encostou-se. Não se geram empregos, não se cria riqueza, não se investe na cidade.

O estranho é que os poucos que o fazem de forma inovadora e criativa têm sucesso. Quem comprou a 1ª Time Out Porto com certeza reparou que o Barco Boador foi referido de forma bastante elogiosa como uma das 100 saídas recomendadas no Grande Porto! E quem está mais ou menos atento repara que as escolas de surf que existem têm participado com campeonatos e têm promovido o seu nome e o da cidade. E quem deixa de lado o esquema mental da constante crítica até constata que as iniciativas culturais se estão a tornar mais constantes, concorridas e com escala.

Mas, os privados parece não acreditam na capacidade da população de Espinho. E deixam cair as suas casas porque não as querem alugar. Porque vender um apartamento numa cidade dormitório é um bom negócio... claro que sim.

Era um excelente sinal que tivessem aparecido mais referências a locais de Espinho na Time Out Porto. Porque quando comecei com o "Espinho Cool" também cheguei à conclusão que não há muito mais além dos sítios que referi. Para o turista que visita é suficiente. Para quem cá vive, nem por isso... senhores proprietários, senhores comerciantes, senhores investidores: que tal acordarem para o potencialmente que o consumidor espinhense tem: poder de compra elevado dentro da AMP, sol e cheiro a mar, passeios planos para passear?!

Ah! Mas, a conjuntura actual, a crise, os ratings, o governo, as dores de barriga, o mau tempo e a nuvem da islândia...


Segunda-feira, 1 de Março de 2010

Espinho cool

Fica na praia e é cool.
O guia do Expresso diz que é um típico bar de praia e não engana. É mesmo típico! No entanto, o o doo bop é diferente, tem uma programação cultural, leia-se musical, consistente e constante. Tem uma escola de surf associada, organiza eventos desportivos na praia, tem música ao vivo, não sei se já tinha dito, e um ambiente de festa, informal e de praia que é acolhedor para quem visita.

Doo Bop
É o som do mar, o rife da guitarra, a voz sensual que embrulha a onda que desliza a prancha...
É isto o Doo Bop ...
Marés de música, ondas de surf, copos e copos entre gente como vocês... Espectaculares!
Wonderfull!!!

via


Não creio que Espinho alguma vez tenha tido um bar de praia tão dinâmico como este. Mesmo cool.

(mais uma vez, isto não é publicidade. Espinho tem espaços cool que devem ser divulgados, visitados e vividos. )

Projecto Espinho

Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

Espinho cool

Há sítios assim... cool!

Quem visita Espinho pode sempre contar com o Barco Boador que está de portas abertas desde 2004.

Espinho tem espaços que vale a pena frequentar e este é um deles. Quem gosta deste género de saídas, dedicadas à gastronomia, pode contar com pratos deliciosos, extremamente bem apresentados, um atendimento educado, muito simpático e um ambiente cool e descontraído. E claro, a paisagem é impagável... o areal e o oceano atlântico.
E, como tal, com esta localização fabulosa, este também é o sítio perfeito para terminar um dia na praia.

Atenção! Isto não é publicidade paga :)
A ideia de escrever sobre sítios cool vem daqui. E como Espinho também os tem, por que não falar deles?

Mais informação aqui e aqui

Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

todos pela liberdade


































































Petição
Blog
Facebook

"A questão de fundo envolve dois dados interligados: a decomposição simbólica da vida política junto do cidadão comum e o enfraquecimento, também simbólico (para já não dizer comercial), da percepção global do jornalismo e de algumas das suas formas de actuação, nomeadamente nas suas relações com os poderes político e judicial.
É duvidoso que qualquer terramoto político — incluindo a eventual demissão de um primeiro-ministro — possa ajudar a superar os muitos traumas resultantes de uma tão funda crise social. Entenda-se: crise de concepção e vivência do espaço público."
via

É inegável que vivemos tempos bizarros...

Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

momento de humor

a nova biblioteca municipal de espinho é das melhores do país!
é pena é o horário de funcionamento.

Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

o multimeios

























Constituída em 10 de Julho de 2000, a Fundação Navegar tem por fins a divulgação, a promoção e o desenvolvimento da cultura, das artes e do conhecimento científico, designadamente na área do Município de Espinho, bem como o apoio e acções educativas de formação e lazer que se enquadrem nos mesmos fins. Além dos fins gerais já mencionados, a Fundação tem como fins especiais a gestão do Centro Multimeios de Espinho, bem como outros imóveis e equipamentos culturais e científicos, de divulgação audiovisual ou afins cuja propriedade lhe seja cometida.

E... a Fundação é ilegal. E... o Multimeios pode fechar.

A informação que a comunicação veicula é que a Fundação Navegar é ilegal porque um dos fundadores, a RTP, não tinha competência para instituir fundações. Quer isto dizer que os funcionários e os contratos que a Fundação celebrou não são legais?

Durante anos, o Multimeios foi apelidado de "elefante branco" tal como outros equipamentos do concelho. Apesar disso, a verdade é que foi o planetário o principal foco de atracção daquele espaço. E por isso, foram criados filmes próprios dirigidos ao público mais jovem. O Multimeios foi ainda a casa do Cinanima, do Festival de Música, do FEST (à excepção do ano em que este migrou para Santa Maria da Feira).

O Multimeios é um espaço com potencial e é absurdo que esteja em risco de fechar... A programação e a gestão sempre me pareceram pouco ambiciosas e a mudança de executivo é, pelo menos para mim, uma janela de oportunidade para a integração daquele espaço cultural numa lógica de rede com os restantes equipamentos do concelho, para o desenvolvimento de novos projectos e incentivo da criação local... e para tudo o que a imaginação e os recursos nos permitirem...

Se a Fundação Navegar deixar de existir... seja. Mas, espero que isso implique que o Multimeios possa ser gerido por outra figura legal... e continue com as portas abertas.

Mais sobre isto na Visão, na RTP e no DN.

na avenida 24




















O parque de estacionamento da Avenida 24, no centro de Espinho, está a transformar-se num mercado de droga a céu aberto, onde acorrem já toxicodependentes de localidades limítrofes que depois vão consumir para o degradado Palacete Rosa Pena diz o JN e eu acrescento: para quem nunca viu, pouco tempo depois de serem distribuídas as seringas pela carrinha do centro social de paramos, entre as 4 e as 5 da tarde começa a romaria para o Palacete.

É um fenómeno de exclusão social e de saúde pública. São homens e mulheres cujo único objectivo é o consumo. São dramas pessoais e familiares. É marginalidade auto-infligida mas, também é imposta e por isso mesmo é um ciclo vicioso.

Se, por um lado, os assaltos e tráfico são casos de polícia, por outro lado, os problemas de abuso de substâncias não podem ser resolvidos pelos agentes da PSP. De acordo com o IDT, existem vários métodos de tratamento da dependência de substâncias psicotrópicas e compete aos técnicos das equipas de tratamento avaliar cada pessoa e propor o método de tratamento mais adequado, tendo em atenção a sua história de vida e a sua situação actual.

Em termos gerais, é importante saber que o tratamento das dependências é um processo longo e exigente que implica a intervenção de várias áreas profissionais e na maioria dos casos, realiza-se por etapas, que têm objectivos próprios e que, em parte, se sobrepõem. Assim, se uma primeira etapa pode ser a paragem de consumos de drogas e/ou álcool, a segunda e terceira etapas podem ser a estabilização psicológica e a reinserção social e profissional.

Por isso, a comunidade precisa de encontrar novas formas de resolução destes problemas... mais recursos, mais técnicos... porque as respostas sociais existentes no concelho não são suficientes para colmatar as necessidades...

Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

avenida 32

hoje morreu uma pessoa atropelada na avenida 32.
o silêncio que fica nesta avenida tão movimentada quando uma coisa destas acontece é inacreditável e indescritível.
quando a avenida abriu lembro-me de terem pintado no chão contornos de corpos. pouco tempo depois apareceram as passadeiras e as lombas. é perfeitamente possível alcançar os 80 km/hora nesta rua que é constantemente atravessada por crianças que saem do ciclo.
que os responsáveis pelo trânsito desta cidade tomem medidas para que seja a última vez que isto acontece.
os meus sentimentos à família.

Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

luzes, passeios e artesanato

é um sentimento bairrista que faz ficar contente por as iluminações de natal deste ano serem da responsabilidade dos Castros. não tenho nada contra a empresa de Vale de Cambra que tem prestado esse serviço mas, se temos a possibilidade de dar trabalho às empresas do concelho... é nossa obrigação fazê-lo.

são vários os passeios que estão a ser remodelados e melhorados. máquinas nas ruas, trabalhadores a colocar pedra à chuva... as obras são sempre um transtorno, mas espero o resultado proporcione aos peões passeios mais agradáveis.

das coisas que nunca vão mudar em Espinho há uma que me revolta e que desejo que quebre o circulo e me surpreenda. o nível de amadorismo na organização de eventos, principalmente os mais pequenos dirigidos a um público principalmente local, é gritante!! é que o diabo está nos detalhes. refiro-me à feira de artesanato que decorre até amanhã na junta de freguesia de espinho.

o conjunto que ali se apresenta está desligado do caminho que este tipo de feiras está a seguir. como exemplo, o porto tem tido várias feiras (é certo que umas são melhores do que outras) mas, há ali um conjunto de boas práticas para as quais se deve olhar com alguma atenção. Uma delas é a selecção dos produtos que se podem apresentar.

Estar desatento às boas práticas, não querer fazer melhor, fazer por fazer... aliena os visitantes que não gostam do amontoado de coisas que vêem... pensar melhor na execução deste tipo de eventos para a população local garante o sucesso dos mesmos.

A função da organização não é assegurar que os particulares vendam. A função será assegurar que os habitantes do concelho tenham acesso a criações feitas por artesãos, dinamizar a economia local e divulgar nomes de criadores.

É urgente que se repense a forma de organizar este género de eventos em Espinho. Porque se a oferta nas cidades à volta é mais qualificada, é normal que o dinheiro dos consumidores espinhenses seja gasto fora do concelho.

Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

conteúdo do blog

tenho pensado muito sobre o conteúdo do sardinha pequenina.

como alguém disse muito bem no espinhoviva.blogspot.com "estamos todos um pouco na expectativa, do que virá por aí. O que irá ser ou não ser feito." E por isso mesmo, enquanto estamos todos à espera não me apetece encher chouriços.

O caminho mais fácil seria pegar na câmara fotográfica e publicar post atrás de post com comentários acerca do que o poder local não vê, não faz, oh que escândalo.

Não quero que o sardinha caia no lugar comum dos blogs locais (que é este aqui em cima) e depois das imagens dos inúmeros edifícios devolutos que os particulares abandonaram, procurei captar imagens da nossa cidade como se fosse a primeira vez que a vejo mas, o tempo não tem ajudado e a minha produtividade tem-se ressentido...

E por isso penso no conteúdo que quero que o Sardinha tenha. De acordo com quem sabe alguma coisa acerca deste assunto [tipos de conteúdo online] há quatro hipóteses:

1 - Ser original - para isso é preciso tempo e recursos para partilhar ideias que possam de facto mudar a percepção de quem lê acerca de determinado assunto;
2 - Ser comentador - e seguir quem é original... mas, fazer o trabalho de contextualização das ideias que os originais têm para quem não é especialista;
3 - Limitar-me a agregar informação - ou seja, pegar na informação que é produzida por quem tem ideias e por quem as explica e limitar-me a fazer listas das 10 decisões mais importantes na vida local;
4 - Roubar ideias a outros... não me parece que seja uma opção...

Claro que isto se aplica a quem vive a tempo inteiro para estas coisas. Como eu não posso viver para o Sardinha Pequenina a tempo inteiro, não me posso dedicar a desenvolver as ideias que já partilhei sobre a regeneração urbana, o desenvolvimento do concelho, a economia local... e todas as outras áreas de interesse nas quais agreguei os meus textos (as que estão aí do lado direito).

Por isso, visto que o Sardinha é um hobby... não me posso encaixar em nenhuma daquelas quatro caixas. E enquanto não estou a escrever posts para o blog... estou a pensar nisso mesmo.
até já.

Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

cinanima

A primeira vez que fui ao cinanima devia ter 4 ou 5 anos e vi a minha primeira sessão de cinema de animação na sala do casino. sou fã e cliente todos os anos.

este ano cumpre-se a 33ª edição e o programa inclui workshops, palestras, exposições, e claro as longas e curtas em competição. são 66 sessões e 100 horas de filmes para serem visionadas até dia 15 no multimeios.

o exemplo que se segue não pretende ser representativo da quantidade e qualidade dos filmes do cinanima. vi-o há uns anos atrás, numa das sessões de encerramento...


passem por lá. vale mesmo a pena. garanto que vão gostar!

janelas

Há muitas janelas fechadas com tábuas e cimento. E já tiveram vidas lá dentro.











































Ainda bem que também há janelas com flores. São estas que tornam os passeios pela cidade mais agradáveis.

Sábado, 7 de Novembro de 2009

processo 11923



2005
Direcção - Bernardo Viterbo, Rui Tavares, José Moreira
Melhor Filme - Mostra Internacional de Escolas de Cinema 2006 (Portugal)

Agora imaginem que em Espinho havia uma fábrica de criação onde os artistas encontravam espaço e meios para criar negócios, acesso a entidades com dimensão nacional que poderiam apoiar os projectos... onde o seu trabalho encontrava um canal de promoção e a inovação e a criatividade fossem a linguagem comum... mais ou menos assim, mais ou menos como tinha dito aqui em que advogo a existência na cidade de um espaço de formação e acolhimento de empresas de design, multimédia, produção de conteúdos culturais e outras formas de expressão artística que pudessem ser comercializadas. Um espaço dinâmico e vibrante de criação de emprego e geração de negócios.

Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

gosto pela terra

Em Ponte de Lima a autarquia está a ceder lotes de terreno para cultivo agrícola. O projecto chama-se Hortas Urbanas e a ideia é apelar às boas práticas agrícolas, no âmbito da agricultura biológica, mas também proporcionar um espaço de ocupação dos tempos livres a todos os que participem no projecto e concorrer para a manutenção das actividades humanas e, consequentemente, para o uso e ocupação do solo da Veiga de Crasto são outros objectivos do projecto.

Mais sobre as vantagens das hortas urbanas aqui

Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

sem título

Não perdi a vontade de escrever sobre Espinho mas, achei melhor fazer uma pausa.

Os recentes acontecimentos políticos em Espinho foram muito intensos. Tomaram uma dimensão nacional e todos tivemos a nossa opinião acerca do que aconteceu. O facto é que agora existe uma nova equipa que vai começar a trabalhar. E o diagnóstico mantém-se. Continua a ser urgente uma nova forma de pensar, novas ideias e percorrer novos caminhos.

Espinho precisa de novas empresas que criem postos de trabalho e que atraiam pessoas para "viver" a cidade e na cidade. Precisa também de um política social urgente dirigida àquelas pessoas que dormem na rua, que vivem da mendicidade, que estão mergulhadas na toxicodependência e no abandono. Precisa de uma política cultural que promova a iniciativa local, que desenvolva novas competências profissionais e sociais, que incentive a articulação institucional e que reforce a promoção turística.

A autarquia tem um papel determinante no trabalho que há para fazer. Mas, a vitalidade das comunidades depende da existências de grupos intermédios entre Estado e Sociedade Civil como as Associações:

A democracia não pode viver sem uma generalizada rede associativa, onde a participação decorre de forma efectiva. A associação enquanto molécula política ou célula intermediária do corpo político, mantém na sociedade o direito à diferença e, nessa medida, fundamenta e garante o correcto funcionamento da democracia. Será a actividade associativa que fornecerá à democracia representativa uma dimensão de participação, fomentando a espontaneidade e o pluralismo sócio-cultural. Quanto mais autónomas se mantiverem as associações, mais importante será a sua função política. Estas formas de empenhamento na política abrem caminho à revitalização da democracia moderna, de uma democracia enraizada no social. (a sociedade e o estado, António Teixeira Fernandes).

Eu não faço parte de nenhuma associação, nem de nenhum partido político. Mas tenho opiniões e ideias e vontade de trabalhar para que Espinho seja uma cidade mais próxima daquilo que eu acho que deve ser. Porque gosto de cá morar. Porque gostava de sentir orgulho na minha cidade. Porque é cansativo falar mal só por falar. Porque o escárnio e mal dizer são subterfúgios para aqueles que não têm capacidade intelectual para agir sobre o que os rodeia de forma positiva.

Tenho andado à procura de informação sistematizada acerca do movimento associativo espinhense. Não encontrei nada. Seria interessante reunir as Associações locais num só espaço e perceber quais são as dificuldades, desafios e projectos comuns... voltarei a este assunto mais tarde.

Enquanto penso e investigo mais um pouco vou voltar ao registo fotográfico das preciosidades espinhenses. Volto já.

Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

vamos à tomada de posse

Como disse um anónimo que deixou um comentário aqui, a decisão está tomada e já podemos ir à tomada de posse.

De acordo com a notícia publicada na visão, "o colectivo de juízes negou, por unanimidade, dar provimento a parte do recurso interposto pelo PS."

O novo executivo tem muito trabalho pela frente e a cidade precisa de estabilidade política. Espero que este assunto fique por aqui.

Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Eleições contestadas (?!)

Segundo as informações dos meios de comunicação, até ao final desta semana vamos conhecer a decisão do Tribunal Constitucional.

De acordo com a Lusa, os partidos políticos de Espinho têm opiniões diferentes quanto ao pedido de nulidade das autárquicas que o PS apresentou ao TC, variando entre a condenação do PSD, e a"vergonha" do CDS e as "reservas" da CDU e BE.

Podem ouvir os argumentos de José Mota e Pinto Moreira aqui.

Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

bússola eleitoral

É um exercício interessante. Analisa no nosso posicionamento em seis temas:
Estado de Providência e Administração Pública;
Finanças e Impostos;
Economia;
Estilos e Vida e Ética;
Sociedade e Ambiente;
Integração Europeia.

Ao que parece encaixo-me nos libertários cosmopolitas ligeiramente à direita.
Podem responder ao questionário aqui.




Sábado, 17 de Outubro de 2009

a minha rua

As Câmaras Municipais de Arganil, Borba, Évora, Murça, Ovar, Pombal e Portalegre já aderiram ao projecto A Minha Rua.

É um projecto que consiste na participação dos cidadãos na resolução dos problemas da rua onde moram:

Permite a todos os cidadãos reportar as mais variadas situações relativas a espaços públicos, desde a iluminação, jardins, passando por veículos abandonados ou a recolha de electrodomésticos danificados. Com fotografia ou apenas em texto, todos os relatos são encaminhados para a autarquia seleccionada, que lhe dará conhecimento sobre o processo e eventual resolução do problema.

E é possível fazê-lo neste sítio.

Porque para melhorar a nossa cidade é precisa a ajuda de todos. Resta-nos esperar que o nosso município adira a este projecto.

Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

cumprimos o nosso papel

Na última página da edição especial do Jornal de Espinho encontram o meu artigo dedicado ao tema:

Os espinhenses foram chamados a escolher entre dois tipos de programas e compromissos eleitorais: de continuidade e de mudança. Quem for eleito conta com quatro anos para implementar a sua visão para o concelho e com os votos e confiança dos espinhenses. Enquanto espinhense, desejo as maiores felicidades e boa sorte para esse percurso a todos os que foram eleitos para nos representar na Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia.

E é enquanto espinhense que espero que a sociedade civil ocupe um lugar de destaque na dinâmica de desenvolvimento do concelho. Cumprimos o nosso papel no dia das eleições mas, é preciso que a sociedade civil seja activa e faça parte da solução todos os dias dos próximos quatro anos. E não podemos ficar alheados até à próxima vez que formos às mesas de voto. É preciso fazer ouvir a nossa voz nas decisões que nos dizem respeito a todos. Temos, espinhenses, que exigir mais e melhor de quem nos governa mas, também de nós próprios. É preciso agir e melhorar todos os dias a nossa cidade porque nós também somos responsáveis por Espinho.

Terça-feira, 13 de Outubro de 2009

uma nova liderança

Depois de uma vitória que surpreendeu muita gente, depois do entusiasmo com a perspectiva de mudança, Pinto Moreira terá que travar uma nova batalha ainda mais feroz. Desta vez dentro da própria câmara. E a forma como o fizer vai determinar o sucesso dos projectos que quiser implementar.

As equipas da câmara estiveram durante 16 anos a trabalhar sempre com o mesmo executivo. Algumas das pessoas não conheceram outra maneira de trabalhar ou outro tipo de liderança. E é exactamente por isso que a transição terá de ser suave. O novo executivo terá que assumir a liderança de uma forma gradual para sair incólume do período de adaptação à nova realidade.

Entrar a matar é a pior opção. Exercer o "poder" que os votos conferiram e abanar até as estruturas até que fique tudo na ordem é contra producente. O clima de suspeição e medo inerente é impeditivo da mudança e os projectos podem ficar para sempre dependentes de um parecer que nunca irá ver a luz do dia.

Demonstrar consideração pelas pessoas trará, na minha opinião, maior probabilidade de sucesso. É necessário observar e recolher toda a informação necessária para que as decisões sejam tomadas de forma acertada e com uma margem de erro reduzida.

Quem faz o quê, onde e com que resultados? Quem está na função certa, quem está subaproveitado, quem poderia render mais se estivesse noutra função? Quem tem responsabilidades e autonomia de decisão? Que resultados consegue?

Nestes momentos de transição é preciso ouvir e respeitar as pessoas. Elas ocupam aquelas secretárias há muito tempo e sabem mais acerca daquele trabalho do que ninguém. E vão resistir à mudança. É tão certo como estar nortada em Espinho. (às vezes não está... mas, a probabilidade que esteja é sempre grande)

A forma como a câmara municipal de espinho se relaciona com os munícipes e como lhes presta serviços necessita de ser profundamente ajustada ao século XXI: valores como transparência, qualidade, rapidez e igualdade no tratamento têm que ser praticados e transformados em bandeiras.

E os colaboradores têm que ser envolvidos na mudança. Será certamente uma longa e dura batalha. Mas, na minha opinião, é de dentro para fora que a mudança tem que começar.

Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Programas eleitorais lado a lado

Até ao momento, não recebi qualquer resposta aos emails que enviei para a CDU e para o CDS.

8 Outubro - Já recebi uma resposta do CDS. O Dr. Marques Baptista informou-me que o programa eleitoral está disponível no site da campanha. Todos os posts anteriores serão alterados para incluir as propostas presentes naquele programa. Ao longo deste post irei apresentar algumas correcções realçadas a itálico tendo em consideração a nova informação.

Como tal, o exercício que apresento nos posts anteriores só têm em consideração os programas do BE, CDS, PS e PSD. O exercício consiste na comparação lado a lado dos programas eleitorais conforme era minha intenção.

Apesar da minha opinião acerca do sistema politico, acredito que as decisões tomadas pelo poder político local tem um impacto directo na qualidade de vida das cidades por um simples motivo: a proximidade.

O que pretendo com este exercício é ver além dos cabeças das listas dos partidos. Pretendo centrar-me nas ideias e nos compromissos para as diferentes áreas de competência das autarquias.

Assim, os temas em que enquadrei as propostas presentes nos quatro programas são:

1 - Questões institucionais - aquelas que dizem respeito à forma como a câmara é gerida, como se relaciona com os cidadãos e com as entidades supra municipais, regionais e nacionais;

2 - Equipamentos urbanos - como os espaços verdes, as ruas e arruamentos;

3 - Transportes - nomeadamente a rede viária municipal e a rede de transportes regulares urbanos;

4 - Economia local, competitividade e desenvolvimento do concelho - no qual incluí o turismo, o empreendedorismo e programas de incentivo à fixação de empresas, o comércio e o emprego;

5 - Política cultural - que inclui a gestão dos equipamentos, os grandes eventos, o inventário património cultural, urbanístico e paisagístico e os tempos livres e desporto;

6 - Políticas sociais - como a educação, a toxicodependência, os idosos, a habitação social e a rede social;

7 -Política ambiental e energia - nomeadamente o plano ambiental para o concelho e a gestão energética dos equipamentos;

8 - Ordenamento do território - e, finalmente aqui, as questões relacionadas com a regeneração urbana.

A leitura dos programas torna evidente que o PS pretende continuar com o trabalho que tem vindo a desenvolver. Não consigo deslindar se a elaboração do programa teve em consideração algumas opções que respondessem às críticas que ao longo dos anos têm sido feitas ao seu estilo de gestão e que não evitaram o esvaziamento de Espinho. Por comparação com o anterior, é também evidente que o BE, o CDS e o PSD apresentam ideias muito válidas para solucionar os problemas mais prementes do nosso concelho.

A comunicação da campanha do PSD é muito insistente na ideia da mudança pela forma, que é altamente profissional e consistente, mas também pelo conteúdo. O BE, que certamente terá menos recursos que o PSD, apresenta também uma mensagem de mudança com um conteúdo forte mas, que cobre menos sub-temas que o do PSD. O programa do CDS, também de mudança, também consistente, constitui mais uma alternativa forte para os espinhenses.

Resta-nos optar pela continuidade ou pela mudança, seja em que sentido for.

Programas eleitorais lado a lado - ordenamento do território



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Programas eleitorais lado a lado - políticas sociais



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Programas eleitorais lado a lado - política ambiental e energia



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Programas eleitorais lado a lado - política cultural



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Programas eleitorais lado a lado - economia local



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Programas eleitorais lado a lado - transportes



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Programas eleitorais lado a lado - equipamentos urbanos



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Programas eleitorais lado a lado - questões institucionais



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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Autárquicas Espinho - programas eleitorais

Recebi o programa eleitoral do BE por email.
O programa eleitoral do PS veio ter à minha caixa do correio.
O programa eleitoral do PSD está disponível no site.

Ontem, domingo, pedi por email ao PCP Feira (porque percebi pela página da organização concelhia de Santa Maria da Feira do PCP que deveria dirigir-me a eles... espero que reencaminhem o meu email para quem me possa responder...) e ao candidato do CDS os programas eleitorais respectivos.

A propósito, está disponível uma página do CDS relacionada com a candidatura de Marques Baptista: "Devolver a identidade" é o que se pode ler. E é possível ainda ouvir um conjunto de opiniões acerca do estado da nossa cidade... é triste a nossa verdade.


Bem, lembram-se disto? Já li os três programas que referi em cima. Aquele exercício só faz sentido se estiver completo com todos os programas... hoje é feriado... vou aguardar mais um dia ou dois.

Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Eleições autárquicas em Espinho

Desde 1976 já houve 8 eleições autárquicas em Espinho.

Em 1976 o PS ganhou com 38,13 % - 26,96 % abstenção

Em 1979 a AD ganhou com 47,1 % - 20,5 % abstenção

Em 1982 o PS ganhou com 34, 66 % - 24,77 % abstenção

Em 1985 o PSD ganhou com 38, 28 % - 28,76 % abstenção

Em 1989 o PSD ganhou com 34, 14 % - 35,14 % abstenção

Em 1993 o PS ganhou com 35, 66 % - 32,39 % abstenção

Em 1997 o PS ganhou com 54, 62 % - 33,98 % abstenção

Em 2001 o PS ganhou com 45, 73 % - 36,45 % abstenção

Em 2005 o PS ganhou com 44, 72 % - 32,10 % abstenção

Perante as evidências, coloco-vos estas questões:

Porque é que os espinhenses escolhem sempre o mesmo? É porque Espinho é uma cidade PS que vota e votará sempre no mesmo partido?

Porque é que há tanta abstenção nesta cidade?

Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Mudança em que podemos (realmente) acreditar

Saiu na última segunda-feira a edição especial do Jornal de Espinho dedicada às legislativas. Aí podem encontrar mais um artigo de opinião assinado por mim com algumas reflexões. Aqui fica o texto na íntegra:

Num artigo de opinião publicado no JN recentemente, Mário Crespo disse o seguinte:

As duas grandes superfícies políticas parecem ter um Estado-Maior conjunto cuja missão é convencer os portugueses da inevitabilidade fatal de eleger um deles. E não tem que ser necessariamente assim.
(...)
Portugal precisa de revolucionar as escolhas políticas. Não é a votar repetida e clubisticamente que nos assumimos como povo e como Estado. Juntos, PS e PSD, estão a asfixiar o que nos resta de democracia e parece que já nem notamos que nos está a faltar o ar.

É altamente improvável que os resultados das eleições deste domingo sejam surpreendentes para alguém. Continuamos a fazer sempre o mesmo tipo de escolhas à espera de conseguir resultados diferentes.

Mas, o cerne da questão é exactamente este. Esta democracia em que vivemos reduz-se a um simples procedimento de designação dos governantes. O nosso papel, enquanto cidadãos, consiste em escolher entre alternativas mais impostas do que propostas. E como não temos propriamente por onde escolher, abstemo-nos apáticos.

Em teoria, as eleições num regime democrático garantem a mudança pacífica. Na prática, as eleições consolidam a ordem existente, ainda que por meio da alternância partidária. Portugal caiu na alternância sem alternativa, à semelhança de outros países ocidentais.

E então, o que nos resta?

Resta-nos perceber que este domingo não estamos a votar no candidato a primeiro-ministro mas, nas listas dos partidos para o círculo eleitoral de Aveiro.

Quer isto dizer que quem vota PS em Aveiro está a votar em Maria de Belém e não em José Sócrates. Quem vota PSD está a votar em Couto dos Santos e não em Manuela Ferreira Leite. Quem vota CDU está a votar em Miguel Viegas e não em Jerónimo de Sousa. Quem vota Bloco de Esquerda está a votar em Pedro Soares e não em Francisco Louçã. Finalmente, o CDS é a excepção pois quem vota CDS está, de facto, a votar em Paulo Portas o cabeça de lista do partido por Aveiro.

Resta-nos então compreender que nós, os 642.491 eleitores inscritos no círculo eleitoral de Aveiro, iremos eleger 15 deputados cuja função é representar e defender os nossos interesses mas que ao longo destes 4 anos serão tão distantes de nós como foram até agora.

E como o universo político se desenrola como um jogo em que ganham sempre os mesmos, resta-nos compreender que a mudança está na sociedade civil. Porque o que nos resta é a liberdade para manifestar a nossa opinião sem correr o risco de sermos censurados ou presos. É a liberdade de exercer em pleno a nossa cidadania para melhorar as condições de vida na nossa rua, bairro ou cidade. É a liberdade de exercer e exigir os nossos direitos, cumprir os nossos deveres e ousar intervir na sociedade civil, à margem do universo político.