quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

conteúdo do blog

tenho pensado muito sobre o conteúdo do sardinha pequenina.

como alguém disse muito bem no espinhoviva.blogspot.com "estamos todos um pouco na expectativa, do que virá por aí. O que irá ser ou não ser feito." E por isso mesmo, enquanto estamos todos à espera não me apetece encher chouriços.

O caminho mais fácil seria pegar na câmara fotográfica e publicar post atrás de post com comentários acerca do que o poder local não vê, não faz, oh que escândalo.

Não quero que o sardinha caia no lugar comum dos blogs locais (que é este aqui em cima) e depois das imagens dos inúmeros edifícios devolutos que os particulares abandonaram, procurei captar imagens da nossa cidade como se fosse a primeira vez que a vejo mas, o tempo não tem ajudado e a minha produtividade tem-se ressentido...

E por isso penso no conteúdo que quero que o Sardinha tenha. De acordo com quem sabe alguma coisa acerca deste assunto [tipos de conteúdo online] há quatro hipóteses:

1 - Ser original - para isso é preciso tempo e recursos para partilhar ideias que possam de facto mudar a percepção de quem lê acerca de determinado assunto;
2 - Ser comentador - e seguir quem é original... mas, fazer o trabalho de contextualização das ideias que os originais têm para quem não é especialista;
3 - Limitar-me a agregar informação - ou seja, pegar na informação que é produzida por quem tem ideias e por quem as explica e limitar-me a fazer listas das 10 decisões mais importantes na vida local;
4 - Roubar ideias a outros... não me parece que seja uma opção...

Claro que isto se aplica a quem vive a tempo inteiro para estas coisas. Como eu não posso viver para o Sardinha Pequenina a tempo inteiro, não me posso dedicar a desenvolver as ideias que já partilhei sobre a regeneração urbana, o desenvolvimento do concelho, a economia local... e todas as outras áreas de interesse nas quais agreguei os meus textos (as que estão aí do lado direito).

Por isso, visto que o Sardinha é um hobby... não me posso encaixar em nenhuma daquelas quatro caixas. E enquanto não estou a escrever posts para o blog... estou a pensar nisso mesmo.
até já.

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

arte urbana v

contributo das fachadas.


arte urbana iv

o contributo do comércio tradicional:

postal ilustrado






























Uma das vantagens de morar em Espinho é conseguir ver o mar quando se desce a rua. Mesmo quando não está sol, a paisagem é sempre agradável.

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

cinanima

A primeira vez que fui ao cinanima devia ter 4 ou 5 anos e vi a minha primeira sessão de cinema de animação na sala do casino. sou fã e cliente todos os anos.

este ano cumpre-se a 33ª edição e o programa inclui workshops, palestras, exposições, e claro as longas e curtas em competição. são 66 sessões e 100 horas de filmes para serem visionadas até dia 15 no multimeios.

o exemplo que se segue não pretende ser representativo da quantidade e qualidade dos filmes do cinanima. vi-o há uns anos atrás, numa das sessões de encerramento...


passem por lá. vale mesmo a pena. garanto que vão gostar!

janelas

Há muitas janelas fechadas com tábuas e cimento. E já tiveram vidas lá dentro.











































Ainda bem que também há janelas com flores. São estas que tornam os passeios pela cidade mais agradáveis.

sábado, 7 de Novembro de 2009

processo 11923



2005
Direcção - Bernardo Viterbo, Rui Tavares, José Moreira
Melhor Filme - Mostra Internacional de Escolas de Cinema 2006 (Portugal)

Agora imaginem que em Espinho havia uma fábrica de criação onde os artistas encontravam espaço e meios para criar negócios, acesso a entidades com dimensão nacional que poderiam apoiar os projectos... onde o seu trabalho encontrava um canal de promoção e a inovação e a criatividade fossem a linguagem comum... mais ou menos assim, mais ou menos como tinha dito aqui em que advogo a existência na cidade de um espaço de formação e acolhimento de empresas de design, multimédia, produção de conteúdos culturais e outras formas de expressão artística que pudessem ser comercializadas. Um espaço dinâmico e vibrante de criação de emprego e geração de negócios.

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

gosto pela terra

Em Ponte de Lima a autarquia está a ceder lotes de terreno para cultivo agrícola. O projecto chama-se Hortas Urbanas e a ideia é apelar às boas práticas agrícolas, no âmbito da agricultura biológica, mas também proporcionar um espaço de ocupação dos tempos livres a todos os que participem no projecto e concorrer para a manutenção das actividades humanas e, consequentemente, para o uso e ocupação do solo da Veiga de Crasto são outros objectivos do projecto.

Mais sobre as vantagens das hortas urbanas aqui

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

sem título

Não perdi a vontade de escrever sobre Espinho mas, achei melhor fazer uma pausa.

Os recentes acontecimentos políticos em Espinho foram muito intensos. Tomaram uma dimensão nacional e todos tivemos a nossa opinião acerca do que aconteceu. O facto é que agora existe uma nova equipa que vai começar a trabalhar. E o diagnóstico mantém-se. Continua a ser urgente uma nova forma de pensar, novas ideias e percorrer novos caminhos.

Espinho precisa de novas empresas que criem postos de trabalho e que atraiam pessoas para "viver" a cidade e na cidade. Precisa também de um política social urgente dirigida àquelas pessoas que dormem na rua, que vivem da mendicidade, que estão mergulhadas na toxicodependência e no abandono. Precisa de uma política cultural que promova a iniciativa local, que desenvolva novas competências profissionais e sociais, que incentive a articulação institucional e que reforce a promoção turística.

A autarquia tem um papel determinante no trabalho que há para fazer. Mas, a vitalidade das comunidades depende da existências de grupos intermédios entre Estado e Sociedade Civil como as Associações:

A democracia não pode viver sem uma generalizada rede associativa, onde a participação decorre de forma efectiva. A associação enquanto molécula política ou célula intermediária do corpo político, mantém na sociedade o direito à diferença e, nessa medida, fundamenta e garante o correcto funcionamento da democracia. Será a actividade associativa que fornecerá à democracia representativa uma dimensão de participação, fomentando a espontaneidade e o pluralismo sócio-cultural. Quanto mais autónomas se mantiverem as associações, mais importante será a sua função política. Estas formas de empenhamento na política abrem caminho à revitalização da democracia moderna, de uma democracia enraizada no social. (a sociedade e o estado, António Teixeira Fernandes).

Eu não faço parte de nenhuma associação, nem de nenhum partido político. Mas tenho opiniões e ideias e vontade de trabalhar para que Espinho seja uma cidade mais próxima daquilo que eu acho que deve ser. Porque gosto de cá morar. Porque gostava de sentir orgulho na minha cidade. Porque é cansativo falar mal só por falar. Porque o escárnio e mal dizer são subterfúgios para aqueles que não têm capacidade intelectual para agir sobre o que os rodeia de forma positiva.

Tenho andado à procura de informação sistematizada acerca do movimento associativo espinhense. Não encontrei nada. Seria interessante reunir as Associações locais num só espaço e perceber quais são as dificuldades, desafios e projectos comuns... voltarei a este assunto mais tarde.

Enquanto penso e investigo mais um pouco vou voltar ao registo fotográfico das preciosidades espinhenses. Volto já.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

vamos à tomada de posse

Como disse um anónimo que deixou um comentário aqui, a decisão está tomada e já podemos ir à tomada de posse.

De acordo com a notícia publicada na visão, "o colectivo de juízes negou, por unanimidade, dar provimento a parte do recurso interposto pelo PS."

O novo executivo tem muito trabalho pela frente e a cidade precisa de estabilidade política. Espero que este assunto fique por aqui.